Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Ao trabalho



Domingo, 5 de Junho, cerca das 19:00...

O fim de um fim-de-semana perfeito, para relaxar e reflectir.

Na hora de regressar à capital de trabalho, no horizonte, o céu adivinha a mudança que o país esperava.

Não só pela cor que entrerraia nas nuvens, como pelo período mais escuro que o pôr-do-sol anuncia.

Vai ser duro. Mas como alguém dizia em tempos neste blogue, fomos e somos um povo pioneiro e conquistador”. Vamos ter agora oportunidade de o demonstrar uma vez mais, nessa grande obra que vai ser a reabilitação deste cantinho a beira-mar plantado.

Cabe a todos e cada um de nós aceitar a sua função nesta empreitada: aceitar a sua picareta, o seu martelo, o seu lápis e papel, e dar um bocadinho mais de si, em prol de todos.

Reforçar os alicerces do exemplo aos mais jovens, reconstruir paredes sólidas na educação, abrir janelas internacionais à exportação, arranjar o jardim que atrai turistas, cuidar da nossa horta laboral, com criação de apoios necessários à flexibilidade inerente das pequenas e médias árvores que queremos ver crescer, e depois de ontem, colocar um telhado sem vidros na política, capaz de resistir às intempéries que se avizinham.

Uma palavra de apreço, desta feita, aos engenheiros que vão conduzir e orientar esta empreitada a partir do Parlamento: não pode haver derrapagens.

Nem no orçamento, nem no tempo de construção.

Meu caríssimo amigo Pedro, agora que aí estás, é hora de mostrares a este país e a todos os que te conhecem, e que te concederam essa responsabilidade, que és capaz de obra desta envergadura.

Eu, por mim, deixei o Sol pôr-se, e estou pronto a pegar nos instrumentos que tenho à mão para ajudar. Até porque, se depois do pôr-do-sol, há noite, depois da noite há amanhecer.

Tenho esperança que o meu país voltará a amanhecer.


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